sábado, 3 de março de 2018

Nenhuma madrugada perdurará para sempre...

...nesta minha tentativa, quase inútil, de um equilíbrio justo entre medir o outro e a mim mesma, em certas horas eu me vejo imersa em uma grande inconclusão... 
Eu sou até capaz de borrar os olhos por horas numa tentativa puramente humana de me despir de todo o mal que se instalou em minha pureza, por todos os erros dirigidos e cometidos; ou simplesmente por essa tonelada de sentimentos de que não sei a origem, mas que fazem questão de pousar quilos e quilômetros em minhas costas cansadas e sensíveis.
...é, eu não sei mais concluir!
Mulheres fortes também são, em determinada hora, frágeis. e que mal há nisto!? 
os borrões são apenas uma demonstração covarde da minha fragilidade? 
ou da humanidade que ainda pulsa aqui dentro tentando restabelecer-me EU MESMA?
É preciso ser ainda mais forte pra chorar!


Certo é que NENHUMA madrugada perdurará para sempre...
Estou preparando o meu melhor vestido pra em breve estirar-me ao amanhecer, secando os borrões ao sol, e ainda mais consciente daquilo que fui e do que venha a ser eu!
MADRUGADAS EXORCIZAM DISSABORES, MANHÃS sempre LANÇAM PRA FRENTE!

EU ainda continuo, aqui dentro, a ser A MESMA.


- Por Luana Lagreca, 2014. Revisado em 2018.


Foto desta postagem por Luana Lagreca (https://www.facebook.com/luanalagrecafotografia/)

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Uma suplica por vida / por uma vida mais florida...

...acabei de me levantar. Acabei por dar à minha vida um novo colorido, com ainda mais paz e libido. A paixão é o que me movimenta, e eu sou apaixonada pela vida, pela batalha, pela superação e vitória advindas delas.
Sou a mesma?
Não!
Hoje, e a cada dia, eu sou ainda mais eu!
Eu aprendi a ouvir as minhas próprias vontades... e um cataclismo inesperado se expandiu docemente em mim.
Esta paixão doce e ardente escorre pelos meus dedos e se derrama em minhas linhas. as minhas asas já não temem mais o voo, sei o quanto voar é preciso! sei de todo o sentido que me é trazido pela sensação de superar com luta e assim ter provida uma verdadeira liberdade.
Eis que, um poema, é sempre um suplica! suplico por todas as flores que nascem em mim nestes dias, e nelas, a poesia, a esperança e a luta de vencer todos os espinhos; de amaciar sempre mais este meu tom de voz ainda um tanto estridente.
Pelas tantas e tantas linhas nas quais calorosamente me vejo morrer e ressuscitar e por todo este caos que me torna a cada dia mais sabedora de mim, mais humana e consequentemente mais forte (e relativamente mais flor). Morro sim! mas uma das minhas principais características é renascer ainda mais apaixonada, ainda mais intensa e forte!
...e vamos finalmente ao que interessa, não leitores? rs. Para hoje umas riminhas e umas flores vistas de um ângulo meio inusitado, pra colorir com poesias este nosso Canteiro. ;)



Morte em vida...

“Vivo” neste silêncio súbito 
onde vida é morte que se esvai na escrita...
Vivo neste mundo de palavras engolidas,
palavras que atolam na garganta,
palavras quase nunca cuspidas;
palavras em linhas tantas, esculpidas.

Vivo nesse mundo sem norte,
tão forte, de ilusões perdidas.
“Vivo tentando vencer a morte”,
tentando refazer a vida, mudar a sorte.

Vivo, ressuscito em migalhas, 
morro em minhas linhas falhas.

E de forma intensamente comedida
morro em poemas
pra voltar a ser vida.


 - Por Luana Lagreca, 2013. Revisada em 2018.


Por hoje só, meus queridos!
Com carinho, esperança, flores e rimas,
Luana.

Foto desta postagem por Luana Lagreca (https://www.facebook.com/luanalagrecafotografia/)

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Parte de um silêncio que GRITA em mim...

Tem dias em que a garganta se sente tão apertada que é melhor começar a apertar os dedos feridos nestas teclas frias e rebeldes do meu notebook... e esta é tantas e tantas vezes a única forma de não deixar este silêncio me asfixiar até a morte.
Das dores que sinto só eu sei, das invenções que faço só eu sei! Isso quando realmente sei, pois não sei de tudo e sei sequer de mim. 
O restante se resume em calmantes e a tentativa puramente humana de abreviar as madrugadas barulhentas  em que o meu relógio de parede insiste em costurar, aos berros, por noites e noites. Somos somente: eu, as angustias, os relógios e o meu abusado dom de SER POETA.
Sempre amanhece, embora o fato de amanhecer em momento algum seja capaz de parar o gritar destes meus relógios!


Algumas consPIRAÇÕES mentirosas...

Eu havia me calado por alguns anos, mas o silêncio que havia sido aprisionado em mim virara lava quente prestes a erigir... eu ainda não tinha, à época, a capacidade de analisar o que me fazia, desta forma tão impensada e desesperada, apertar os meus dedos imundos nestas teclas.
Os dedos ainda são INmundos, pois “o mundo” os projetava e projeta fora das coisas consideradas boas, certas e limpas. E admiti-los como imundos já não me é mais nenhum problema! Aliás, dizê-los imundos tornou-se sim um troféu que eu recebi aos poucos por pensar e agir diferente de tudo aquilo que havia, de fato, os sujado.
...pois fora justamente a incompreensão que me trouxera até aqui; esta mesma incompreensão que me faz apertar os mesmos dedos agora.
Esqueci o quanto poderia ser divertido essa insPIRAÇÃO de plantar incompreensões... afinal, tudo que eu havia dito ou poderia a qualquer momento dizer, era apenas porque eu era poeta e por isto (e tão somente por isto) tinha esse dom tão abusado de INVENTAR.

- Por Luana Lagreca, 2017.

Por hoje é só, meus leitores!
Com "silêncio" nas mãos, esperança nos olhos (afinal, nada se é sem esperança) e com o mesmo carinho poético de sempre,
Luana.