quinta-feira, 3 de maio de 2018

Os demônios que existem em nós... E o meu usa óculos! rsrs

Certa vez li em algum lugar (que neste exato momento não me lembro onde) a seguinte frase: “dentro de mim moram demônios e a única forma de me livrar deles e transportá-los para o papel”. É sempre recorrente é o tema da escrita em minha escrita, de certo, pelo simples fato de que uma virginiana quase sempre precise de uma razão pra se explicar de todas as coisas, rsrs. E é engraçado ver essas questões antigas, mas que por vezes ainda teimam em perdurar; e das quais faço, muitas vezes, questão de atualizar pra continuar questionando... se escrever é a ÚNICA forma de me livrar destes tais demônios que aqui gritam, faz-se necessário e até mesmo vital, mais uma vez exorcizá-los!




...e eu ainda não sei do exato momento em que começam as minhas EXtórias, e não saber o exato momento é a forma mais imprecisa de fantasiar a realidade. 
Talvez eu precise apenas de uma boa dose de coisas fúteis e tão reais que me enjoem por completo, e que de forma voraz, me façam regurgitar as paredes do meu descaso com o mundo superficial e limitado em que vivo. Esse mundo que mora lá fora, que ainda tento manter longe daqui... eu ainda não consigo enxergar aquele fio de nylon que amarra todas as ideias e, por consequência, todos os acontecimentos.
Ah, eu até havia me esquecido da minha miopia! mas por vaidade ou por puro medo de me futilizar (ou me excluir?), deixei de lado os meus óculos de lentes transmutáveis, que confortavelmente vão escurecendo à medida em que a luz aumenta. É, talvez eu deva mesmo começar a gostar do conforto do escuro, e buscar entender o que em mim possa ser capaz de curar o desconforto.
Alguém, por favor, para esse carrossel que impiedosamente gira em minha cabeça!? alguém, corte estes fios invisíveis de marionetes que teimam em se amarrar nas mãos das minhas conclusões mais honestas!? (ou seria apenas a minha forma lúdica de inventar liberdades e sinceridades tão minhas que se fazem, de fato, ao Mundo uma grande mentira?)
NÃO! EU NÃO SEI!!! Se eu soubesse as respostas eu não me questionava.
Talvez eu deva apenas perder o medo de vestir os óculos, e de com isso vestir todo o invólucro do estereotipo que isso me trará. Talvez eu deva apenas parar o carrossel e devolver de uma só vez, pela boca, todo o acumulo que se hospedou em meu estômago. 
Livre de toda a nojeira, talvez eu possa me sentir apta a não mais questionar o que já me foi enfim expelido. E digo honestamente TALVEZ, apenas talvez! pois se eu soubesse as respostas, ora, eu não me questionava!

Vestirei os óculos, deixarei se esvair de mim toda a futilidade deste mundo que me afeta - e gentilmente limparei os lábios... com o estômago já vazio, e sem nenhuma vaidade escreverei, e é apenas porque ainda preciso sobreviver a esta coisa horrenda que me contaminou!

Por Luana Lagreca, 2013. Reescrito em 2018.

Foto desta postagem por Giovane Bittencourt.

sábado, 3 de março de 2018

Nenhuma madrugada perdurará para sempre...

...nesta minha tentativa, quase inútil, de um equilíbrio justo entre medir o outro e a mim mesma, em certas horas eu me vejo imersa em uma grande inconclusão... 
Eu sou até capaz de borrar os olhos por horas numa tentativa puramente humana de me despir de todo o mal que se instalou em minha pureza, por todos os erros dirigidos e cometidos; ou simplesmente por essa tonelada de sentimentos de que não sei a origem, mas que fazem questão de pousar quilos e quilômetros em minhas costas cansadas e sensíveis.
...é, eu não sei mais concluir!
Mulheres fortes também são, em determinada hora, frágeis. e que mal há nisto!? 
os borrões são apenas uma demonstração covarde da minha fragilidade? 
ou da humanidade que ainda pulsa aqui dentro tentando restabelecer-me EU MESMA?
É preciso ser ainda mais forte pra chorar!


Certo é que NENHUMA madrugada perdurará para sempre...
Estou preparando o meu melhor vestido pra em breve estirar-me ao amanhecer, secando os borrões ao sol, e ainda mais consciente daquilo que fui e do que venha a ser eu!
MADRUGADAS EXORCIZAM DISSABORES, MANHÃS sempre LANÇAM PRA FRENTE!

EU ainda continuo, aqui dentro, a ser A MESMA.


- Por Luana Lagreca, 2014. Revisado em 2018.


Foto desta postagem por Luana Lagreca (https://www.facebook.com/luanalagrecafotografia/)

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Uma suplica por vida / por uma vida mais florida...

...acabei de me levantar. Acabei por dar à minha vida um novo colorido, com ainda mais paz e libido. A paixão é o que me movimenta, e eu sou apaixonada pela vida, pela batalha, pela superação e vitória advindas delas.
Sou a mesma?
Não!
Hoje, e a cada dia, eu sou ainda mais eu!
Eu aprendi a ouvir as minhas próprias vontades... e um cataclismo inesperado se expandiu docemente em mim.
Esta paixão doce e ardente escorre pelos meus dedos e se derrama em minhas linhas. as minhas asas já não temem mais o voo, sei o quanto voar é preciso! sei de todo o sentido que me é trazido pela sensação de superar com luta e assim ter provida uma verdadeira liberdade.
Eis que, um poema, é sempre um suplica! suplico por todas as flores que nascem em mim nestes dias, e nelas, a poesia, a esperança e a luta de vencer todos os espinhos; de amaciar sempre mais este meu tom de voz ainda um tanto estridente.
Pelas tantas e tantas linhas nas quais calorosamente me vejo morrer e ressuscitar e por todo este caos que me torna a cada dia mais sabedora de mim, mais humana e consequentemente mais forte (e relativamente mais flor). Morro sim! mas uma das minhas principais características é renascer ainda mais apaixonada, ainda mais intensa e forte!
...e vamos finalmente ao que interessa, não leitores? rs. Para hoje umas riminhas e umas flores vistas de um ângulo meio inusitado, pra colorir com poesias este nosso Canteiro. ;)



Morte em vida...

“Vivo” neste silêncio súbito 
onde vida é morte que se esvai na escrita...
Vivo neste mundo de palavras engolidas,
palavras que atolam na garganta,
palavras quase nunca cuspidas;
palavras em linhas tantas, esculpidas.

Vivo nesse mundo sem norte,
tão forte, de ilusões perdidas.
“Vivo tentando vencer a morte”,
tentando refazer a vida, mudar a sorte.

Vivo, ressuscito em migalhas, 
morro em minhas linhas falhas.

E de forma intensamente comedida
morro em poemas
pra voltar a ser vida.


 - Por Luana Lagreca, 2013. Revisada em 2018.


Por hoje só, meus queridos!
Com carinho, esperança, flores e rimas,
Luana.

Foto desta postagem por Luana Lagreca (https://www.facebook.com/luanalagrecafotografia/)