quinta-feira, 2 de novembro de 2017

...uma suplica por vida, por uma vida mais florida...

...acabei de me levantar. Acabei por dar à minha vida um novo colorido, com ainda mais paz e libido. A paixão é o que me movimenta, e eu sou apaixonada pela vida, pela batalha, pela superação e vitória advindas delas.
Sou a mesma?
Não!
Hoje, e a cada dia, eu sou ainda mais eu!
Eu aprendi a ouvir as minhas próprias vontades... e um cataclismo inesperado se expandiu docemente em mim.
Esta paixão doce e ardente escorre pelos meus dedos e se derrama em minhas linhas. as minhas asas já não temem mais o voo, sei o quanto voar é preciso! sei de todo o sentido que me é trazido pela sensação de superar com luta e assim ter provida uma verdadeira liberdade.
Eis que, um poema, é sempre um suplica! suplico por todas as flores que nascem em mim nestes dias, e nelas, a poesia, a esperança e a luta de vencer todos os espinhos; de amaciar sempre mais este meu tom de voz ainda um tanto estridente.
Pelas tantas e tantas linhas nas quais calorosamente me vejo morrer e ressuscitar e por todo este caos que me torna a cada dia mais sabedora de mim, mais humana e consequentemente mais forte (e relativamente mais flor). Morro sim! mas uma das minhas principais características é renascer ainda mais apaixonada, ainda mais intensa e forte!
...e vamos finalmente ao que interessa, não leitores? rs. Para hoje umas riminhas e umas flores vistas de um ângulo meio inusitado, para colorir com poesias este nosso Canteiro. ;)



Morte em vida...

“Vivo” neste silêncio súbito 
onde a vida é a morte que se esvai na escrita...
Vivo neste mundo de palavras engolidas,
palavras que atolam na garganta,
palavras quase nunca cuspidas;
palavras em linhas tantas, esculpidas.

Vivo nesse mundo sem norte,
tão forte, de ilusões perdidas.
“Vivo tentando vencer a morte”,
tentando refazer a vida, mudar a sorte.

Vivo, ressuscito em migalhas, 
morro em minhas linhas falhas.

E é de forma intensamente comedida
que eu morro em poemas
pra só assim conseguir ser vida.


 - Por Luana Lagreca, 2013. Revisada em 2017.


Por hoje só, meus queridos!
Com carinho, esperança, flores e rimas,
Luana.

Foto desta postagem por Luana Lagreca (https://www.facebook.com/luanalagrecafotografia/)

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Parte de um silêncio que grita em mim...

Tem dias em que a garganta se sente tão apertada que é melhor começar a apertar os dedos feridos nestas teclas frias e rebeldes do meu notebook... e esta é tantas e tantas vezes a única forma de não deixar este silêncio me asfixiar até a morte.
Das dores que sinto só eu sei, das invenções que faço só eu sei! Isso quando realmente sei, pois não sei de tudo e sei sequer de mim. 
O restante se resume em calmantes e a tentativa puramente humana de abreviar as madrugadas barulhentas  em que o meu relógio de parede insiste em costurar aos berros por noites e noites. Somos somente: eu, as angustias, os relógios e o meu abusado dom de SER POETA.
Sempre amanhece, embora o fato de amanhecer em momento algum seja capaz de parar o gritar destes meus relógios!


Algumas consPIRAÇÕES mentirosas...

Eu havia me calado por alguns anos, mas o silêncio que havia sido aprisionado em mim virara lava quente prestes a erigir... eu ainda não tinha, à época, a capacidade de analisar o que me fazia, desta forma tão impensada e desesperada, apertar os meus dedos imundos nestas teclas.
Os dedos ainda são INmundos, pois “o mundo” os projetava e projeta fora das coisas consideradas boas, certas e limpas. E admiti-los como imundos já não me é mais nenhum problema! Aliás, dizê-los imundos tornou-se sim um troféu que eu recebi aos poucos por pensar e agir diferente de tudo aquilo que havia, de fato, os sujado.
...pois fora justamente a incompreensão que me trouxera até aqui; esta mesma incompreensão que me faz apertar os mesmos dedos agora.
Esqueci o quanto poderia ser divertido essa insPIRAÇÃO de plantar incompreensões... afinal, tudo que eu havia dito ou poderia a qualquer momento dizer, era apenas porque eu era poeta e por isto (e tão somente por isto) tinha esse dom tão abusado de INVENTAR.

- Por Luana Lagreca, 2017.

Por hoje é só, meus leitores!
Com "silêncio" nas mãos, esperança nos olhos (afinal, nada se é sem esperança) e com o mesmo carinho poético de sempre,
Luana.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O Pretérito foi Imperfeito? Faço em minha janela um Futuro crepuscular!!!

(este escrito se inicia com inúmeras superações que neste instante não sou capaz de transportar para o papel de forma lógica e clara. Poeiras vinham há muito se aglomerando em meus sonhos mais doces. Tudo se transforma, é fato! Mas a amiga Esperança é a única que me perece ter sempre a mesma forma, mesmo com todas as peças que a ilusão me prega, Esperança continua seguindo sempre na mesma direção - na direção futura dos sonhos, da convicção de que quantas vezes eu cair será quantas vezes eu me levantarei pra recomeçar! Eis que surge o encontro do passado preterido (e superado) de mãos dadas com os sonhos futuros gerando a ESPERANÇA. Agarro-me a Ela sempre, enchendo os pulmões de ar, recarrego-me da vontade de um futuro envolvente e desafiador. Sou lançada naquelas tardes de entardecer, deixando que o passado seja apenas preterido, e que o futuro pretendido seja uma janela onde pode se ver os sonhos esculpidos em nuvens de algodão, e em tons gloriosos do descansar do sol vitorioso. Meu espelho é, cada vez mais, acessório de reflexão. Reflito tanto sobre a minha desimportância mundana e sobre a minha paz interior.
Ah, e isso tudo que você acaba de ler, leitor, na verdade não está escrito, é apenas mais um delírio louco desta minha cabeça... eu estava apenas aqui pensando sem querer dar aquelas exaustivas explicações)

...

De todas as lembranças que mim ficaram marcadas, a mais profunda é aquela janela onde eu podia ver todos os dias o sol se deitar e descansar depois da batalha de um longo dia. Como é árdua toda esta labuta, essa luta tão intensa que se trava todo dia! nós apenas esperamos o momento de nos recolher gloriosos nas cores e no aconchego daqueles que amamos, assim como faz o sol todos os dias quando vencido o dia se deita leve e coloridamente nos braços o horizonte infinito, adormecendo tranquilamente pra no dia seguinte recomeçar a sua caminhada. Quantas vezes nos esquecemos desta graciosa paz e aconchego? da felicidade que tanto buscamos como esse belo horizonte inalcançável? Talvez nesse futuro crepuscular (colorido) precisemos sempre nos lançar pra assim encontrar o verdadeiro sentido de viver... não seria o sonhar a bússola que nos conduz a este sentido?

Que sejamos sempre a esperança que nasce de um passado superado enlaçado com o futuro desejado. Que sejamos a esperança que vem de dentro, do coração, soando como um descanso de um dia finalmente vencermos a nossa guerra, acharmos a nossa paz!

Que eu seja capaz de me lembrar, mesmo nas minhas maiores adversidades, daquela menina encantada pelo céu, sempre que a vida se tornar muito dura e que a Esperança for, mais uma vez, capaz de salvar-me.

E sem mais delongas introdutórias por hoje, né queridos!? Afinal, já pensei e tagarelei demais por aqui hoje, vamos ao que realmente interessa!



Entardecer...

Nenhuma paz cabe em Minh'alma como a que repousa em mim quando vejo o crepúsculo... toco o céu com meus olhos esperançosos, sinto a textura das páginas de um livro através das rosadas nuvens; olho com inveja a força que emana da simplicidade. Tudo são lembranças, certezas e esperanças...
Sonhos invadem Minh'aura, e retornam a mim como gotas de uma infância de muitos tons arroxeados, de muitos sóis poentes e de janelas onde se desenhava o futuro por traços do balé exibido com graça pelas andorinhas.
E o que mais tem graça nessa vida além dos sonhos, das nuvens, das texturas e ternuras, da paz e das boas lembranças?

De repente, acordo... olho para o lado. o meu passado está aprisionado longe. Os meus sonhos já estão distantes e a minha janela está fechada!

A amargura desbota o sol poente e o transforma em cores envelhecidas, em nuances de uma pseudo-esperança, quase sépia... A tristeza gasta as esperanças que antes esculpidas em nuvens de algodão se transformam em afiados e inescrupulosos espinhos e em dias que se arrastam cheios de angústias e descaminhos...
Onde estão a esperança e os tons rosados da minha alegria? Onde estão a força e a coragem que outrora existiram na simplicidade do céu arroxeado?
Onde estão os meus sonhos? E os meus desabafos?

Aprisionada nas páginas frias de um livro em branco, eu despedaço-me, eu entristeço-me... eu esqueço-me constantemente da graça dos sóis poentes... eu esqueço-me da alegria contida na simplicidade e na paz que as palavras amontoadas em uma folha de papel são capazes de me trazer. Mato todos os dias meus mais intensos poemas, assassino friamente todos os dias um pedaço de mim mesma quando planto perfeições, culpas e responsabilidades que a mim não cabem.
Privo-me de sentir a paz quando privo-me de escrever e de sonhar. Abafo as sementes da minha existência, e elas jamais se tornarão flores se eu não me permitir crescer e se eu me abstiver de lutar... Quando eu me aprisiono nas páginas em branco que deixo de escrever, os sonhos cor de rosa que eu deixo de sonhar são como flores que o mundo nunca verá, e nada de mim restará ao mundo, nem mesmo a minha existência, pois ela de fato sequer existiu. Seco as flores da minha simplicidade, da minha fé, da minha esperança, da minha vida!... e sobra apenas um vazio doloroso e silencioso como o vácuo obscuro e opaco que existe no Espaço negro.


Meu espelho me diz:

- Menina, retoma a sua vida! Não pense nos sois poentes que deixou de ver, pense nos que ainda verá! Não tenha medo, encontre a saída, cresça! Só assim o seu belo jardim de palavras salvará. Esqueça os tons amarronzados, pois a vida pintamos com a cor dos nossos planos... Deseje! Esqueça o negro Espaço, pois os crepúsculos passados sempre a cobrirão de sonhos!
Replaneje em todos os entardeceres, nos traços das andorinhas o seu futuro, e faça a sua vida com a leveza e a paz que desejar... Para isso basta que seja firme, que se ame e retome a sua vida! Segue cada linha interior que o rosa novamente chegará...

- E o crepúsculo rosa-arroxeado, pequena menina, está ainda à sua espera!

Por Luana Lagreca, 2010. Revisada em 2017.

Foto desta postagem por Luana Lagreca (https://www.facebook.com/luanalagrecafotografia/)