terça-feira, 30 de maio de 2017

A C O R D A R !

... pra todas as vezes em que os meus pulmões precisarem se encher de coragem e energia, e dar forma e voz aos sonhos e ao desejo de felicidade que esperneiam aqui dentro...

Noites frias precedem madrugadas, muitas vezes também frias, e barulhentas até! madrugadas onde esta solidão gélida é rasgada pelos ponteiros impiedosos do meu relógio de parede; e que repetidamente, se refletem em meu rosto a se transformar vagarosamente diante do espelho. 
É engraçado reler este texto escrito em outubro de 2010, e é engraçado mais ainda reler algumas das introduções que havia composto pra postagem dele. Posso concluir que a escrita é a fotografia da minha psique naquele exato momento em que se deixou em linhas ser fotografada. Como mudamos por dentro! e sem estas linhas seria impossível, muitas vezes, um resgate mais profundo da nossa essência adormecida. Tantas vezes uma essência tão bela e leve que deixamos o peso dos dias arrancar de nós. Este é um dos escritos que compõem um minilivro nunca acabado e que falava de partes de um dia, por isso, talvez algumas imagens não façam um sentido neste exato momento, como é o caso de citar o crepúsculo no começo dele. Aproveito ainda, para declarar e agradecer a mais um gênio no qual minha inspiração muitas vezes finca as suas raízes mais profundas – ao meu querido Chaplin por deixar em mim tanto de sua motivação de esperança e luta.
...pra juntar tudo o acima exposto, desta mesma forma aloprada e demorada como sempre fiz (rsrsrsrs... que SAUDAAAAADES de fazer isso assim, desse jeito, gente! <3): É preciso coragem para enfrentar os dias! É preciso sensibilidade para perceber as pequeninas dádivas que a vida nos dá. E é preciso auroras e mais autoras para ACORDAR! rs
Sem mais delongas por hoje, queridos! Com o meu desejo poético de que a vida tome um rumo mais leve a prospero a cada novo amanhecer, e que Deus me permita reencontrar com mais fotografias de minha alma como esta!


A aurora...

Depois do terno crepúsculo de uma infância nos deparamos com a longa noite...

Assim são desencontros e dores, chegam sorrateiros e silenciosos, nos levam o sentido e nos mostram a nossa total impotência diante da frágil gotícula da vida! As gotas nos escapam pelas mãos ou evapora do nosso caminho quando menos esperamos... Aprisionados em um céu obscuro às vezes não vemos saídas!
Quão doloroso é quando um sonho parte, quando um plano se torna inviável, quando nos damos conta de que a vida e o destino não estão em nossas mãos... 
Ficamos vagando no espaço deserto de uma noite escura em nosso interior.

Mas... 
é somente quando o sol se apaga, que se pode ver acender zilhões e zilhões de estrelas; pois a vida acontece num círculo perfeito de decair pra transcender. E a beleza da vida, a felicidade, a evolução são conquistadas arduamente nestes círculos; na fragilidade e rotatividade, em saber converter perdas em ganhos! e em novos dias célebres, tecidos dos mais sólidos, resistentes e esperançosos sonhos!

Nunca se esqueça: Tudo passa, até mesmo a dor! e pra toda madrugada fria há um novo dia cheio de luz chamando toda a vida a se aquecer e acordar. 
Depois da escuridão o Sol renasce lindamente em tons dourados. Os passarinhos cantam anunciando a nova esperança, o vento sopra acariciando o rosto daqueles que desejam e lutam pelo novo dia...
Lembranças restarão sim da longa noite! e serão os pilares de um grande crescimento. Mas observe o repouso que lhe é dado em cada manhã, na esperança ardente que impulsiona a vida.

portanto, ACORDE! amanheça, cresça! Coragem! 
Lá fora a aurora espera pra lhe cobrir de pequenas dádivas de mais um dia!

Por Luana Lagreca, reescrita em 2017.

Com carinho, poesia e os olhinhos ainda inchadinhos (por estarem recém acordados da longa noite gelada),
Luana.

Foto desta postagem por Luana Lagreca (https://www.facebook.com/luanalagrecafotografia/)

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