sábado, 13 de maio de 2017

Da criação do CANTEIRO, e os Engenhos...

“...E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando,
Cantando espelharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o ENGENHO e ARTE.”

- Por Camões [grifei e destaquei]


Queridos leitores, inicio com prazer as linhas desta postagem com estes belíssimos versos; aí em cima, um trecho do finalzinho do movimento 2, do Canto I, do livro “Os Lusíadas” de Camões. Este poema me foi trazido pelo conhecimento da professora Denise Rolin, num momento em que comentávamos sobre o meu Canteiro e eu lhe contava do nome com que o rebatizei. O poema me apaixonou de pronto! Faço então deste, a introdução a mais uma estória (ou neste caso seria história?) de minha vida; e sigo contando o dia em que deixei meus escritos tomarem asas e escaparem das gavetas ocultas do meu pensar, falo do exato dia em que minhas linhas deixaram de ser apenas escritos para virem a se lapidar em um “desejo de se tornarem engenhos”;)
Criado na tarde de 26 de maio de 2011, inicialmente, o meu Canteiro levou o nome de Canteiro de Pensamentos, mas em abril de 2014 o rebatizei com o nome CANTEIRO DE ENGENHOS.  
Quando criei o Canteiro, eu tinha a intenção de entreter-me em um passatempo desafiador, e de despretensiosamente apenas expor um pouco das minhas indagações e indignações cotidianas (como costumo dizer: um pouco dos meus blablablás), mas eu não esperava ser lida! e fui surpreendida pelos acessos que obtive e também pelos repetidos comentários carinhosos que recebi no Blog, no Facebook, pessoalmente, por SMS... houveram pessoas de todo o tipo e de todos os lados vindo retribuir com carinho e a alegria o que meus rabiscos lhes transmitia de bom. Foi quando não pude ser indiferente a isto e precisei buscar mais qualidade... precisei lançar meus versos com mais consciência; precisei, de alguma forma, retribuir a este carinho que é o combustível para que eu continue a engenhar docemente a minha arte.
Este meu Bloguinho tão querido tem me trazido grandes momentos de realizações, e por vazes me faz sentir na construção não apenas de um grande sonho, mas de uma realidade da qual comecei, inesperadamente, a fazer parte – levar alegria, poesia, pensar, esperança. 
Sou extremamente grata ao Universo por tudo isto! Neste meu espaço virtual deixo esta latente “vontade de arte” que nada mais é que um engenho cheio de minúcias que vou aos poucos lapidando, esculpindo, reformulando, cultivando – que vou docemente florescendo.
Esta é a minha brincadeira mais divertida! e friso que tudo isto não passa de uma deliciosa brincadeira. A literatura é uma busca constante deste meu NADA COM COISA NENHUMA, e que às vezes vira algo ao qual ouso de forma abusiva dar o nome de poesia, e o sobrenome nobre de Literatura. 
A intenção aqui, queridos, é APENAS fazer arte com o coração! este mesmo coração humano que erra muitas vezes e que tantas vezes mergulha e afunda numa busca quase vital por este desconhecido que venha a ser: ELE MESMO.
Agradeço a todos pelas visitas e pelo carinho de sempre, são estes (leitores) que de fato fazem o Canteiro; a "escritora", esta aprendiz de poeta que vos rascunha, neste caso, é apenas um mero detalhe. Não sou eu quem será capaz de dar vida e eternidade a estas linhas, mas de fato, quem as lê e lerá!
Estou muito alegre por estar aqui mais uma vez, queridos! 
Com o carinho, sorriso nos lábios, gratidão, poesia e futuro,
Luana.

Foto desta postagem por Luana Lagreca (https://www.facebook.com/luanalagrecafotografia/)

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